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Jangada

A revista Quatro Rodas de janeiro de 1961 apresentou reportagem sobre a Bandeirante, nome que no início pretendeu se dar à versão brasileira da perua Marly produzida pela Simca Francesa. Veja as fotos inéditas (Item 1 no menu de fotos).

 

Em sua edição de janeiro/fevereiro/março de 1962, a Revista Simca trouxe a seguinte nota:

 

“PRODUZIDO O PROTÓTIPO DA AMBULÂNCIA SIMCA

 

Aproveitando as características de versatilidade do Chambord, a Simca do Brasil construiu protótipo de um novo tipo de ambulância para hospitais, ambulatórios, prontos-socorros e estabelecimentos congêneres de elevado padrão de serviço. Com isso, é intenção da Simca lançar no mercado brasileiro um veículo utilitário com todos os requisitos modernos para medicação de emergência, além de proporcionar aos passageiros um elevado padrão de conforto e segurança. A ambulância Simca será, em toda a América Latina, a única montada sobre automóvel.

 

Suas principais vantagens sobre as ambulâncias já existentes no mercado: maior estabilidade e segurança, disposição interna funcional, adaptabilidade, conforto e equipamento completo de emergência”.

 

Em novembro de 1962 a mesma revista Quatro Rodas trouxe reportagem sob o título “Tem Jangada na rua”, com fotos do veículo já na linha de produção. Veja fotos inéditas (Item 2 no menu de fotos).

 

A Jangada foi apresentada ao público no dia 18 de dezembro de 1962, véspera do III Salão do Automóvel realizado em 24 de novembro a 9 de dezembro no Ibirapuera, em São Paulo, ao qual compareceram 750 mil visitantes.

 

Foi o primeiro station-wagon produzido no Brasil. Era vendido com garantia de fábrica por quatro meses a contar da entrega, sem limite de quilometragem, com duas revisões gratuitas aos 500 e 1500 km.

 

O luxo do Chambord foi mantido, exceto na versão mais pobre da Jangada que não vinha com o bagageiro e alguns outros acessórios, como o farol de neblina e as calotas, possibilitando a economia de 60 mil cruzeiros.

 

Já em 1960 foram trazidos da França duas Marly para testes em nosso país. Elas rodaram mais de 200 mil quilômetros em estradas brasileiras, os quais resultaram em alterações na estrutura, que foi reforçada, na parte mecânica e também na parte externa, notadamente quanto aos frisos e lanternas traseiras.

 

Os 84 HP da Marly foram ampliados para 92 HP na Jangada, cuja estamparia desde o início foi inteiramente nacionalizada. O seu lançamento coincidiu com a introdução da caixa com as três marchar à frente sincronizadas em toda a linha. O diferencial de 10:39 da Marly foi substituído pelo mesmo do Chambord brasileiro, com relação de 10:43.

 

Dois pequenos bandos escamoteáveis foram introduzidos na versão brasileira de luxo Jangada.

 

Ficavam na posição vertical, situados no compartimento de bagagem, possibilitando o transporte de mais dois passageiros de baixa estatura. A reversão do banco traseiro implicava em excepcional espaço para carga.

 

Além dos ocupantes, o veículo podia levar de 100 até 150 kg de carga. Da mesma forma que a suspensão traseira, os cilindros de freio das rodas traseiras foram redimensionados em relação ao Chambord em face das suas características de veículo utilitário.

 

A Jangada sobreviveu ao desaparecimento dos demais modelos, fazendo-se presente no Salão do Automóvel de 1966 ao lado do Esplanada. Já com o motor Emi-Sul, ela sofreu alterações no interior e externamente ganhou novos frisos, ao passo que as duas colunas traseiras ficaram mais largas. O porta-malas ficou mais amplo já que as suas duas portas posteriores foram deslocadas até ficarem próximas à parte final da carroceria.

 

No total foram produzidas 2.705 Jangadas.

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